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Crediário Próprio no Varejo Pequeno: Guia Completo

Crediário próprio é a loja financiando a própria venda parcelada, sem banco no meio. Este guia explica o que é, como difere do cartão e da financeira, como definir limite, calcular juros dentro da lei e reconhecer quando a dívida virou prejuízo.

O que é crediário próprio?

Crediário próprio é a venda parcelada que a própria loja financia, sem banco, cartão ou financeira no meio. O lojista cadastra o cliente, define a entrada e as parcelas, entrega o carnê e recebe as prestações direto no caixa. O risco e o lucro do parcelamento são da loja — e por isso o controle de quem deve é o que sustenta o método. É o modelo mais antigo do comércio de bairro: vender a prazo para o freguês de confiança, no carnê da casa.

Qual a diferença entre crediário próprio, cartão de crédito, maquininha e financeira?

A diferença está em quem financia a compra e quem assume o risco de não receber. São quatro caminhos distintos:

Crediário próprio vale a pena para loja pequena?

Vale a pena quando a sua freguesia depende de parcelar e você tem como controlar o risco. O crediário abre a loja para o cliente sem cartão — que é a maioria no pequeno varejo —, preserva a margem que a taxa do cartão levaria e cria fidelidade, porque o cliente volta para pagar. O ponto fraco é a inadimplência, e ela se combate com consulta de CPF antes de liberar, limite por cliente e uma régua de cobrança.

📊 A Loja Tokyo (Araras/SP, em operação desde 1977) registrou 99,3% de adimplência em crediário próprio entre 2009 e 2026, em R$ 7,29 milhões distribuídos por 100.775 parcelas. É a prova de que o crediário próprio se sustenta quando há método — e o Meu Caderninho Digital nasceu desse jeito de trabalhar.

99,3%
adimplência (Loja Tokyo, 2009–2026)
R$ 7,29 mi
em parcelas quitadas
100.775
parcelas no período

Fonte: dados da Loja Tokyo (Araras/SP), janela 2009–2026.

Como definir o limite de crédito de um cliente novo?

Defina o limite pelo histórico do cliente e comece baixo com quem é novo. Antes da primeira venda a prazo, consulte o CPF e veja se há restrição. Para quem ainda não tem histórico na sua loja, libere um valor pequeno na primeira compra e vá aumentando conforme a pessoa paga em dia. O melhor dado de crédito que existe é como o cliente já pagou dentro da sua própria loja — mais confiável do que qualquer nota externa.

Como calcular os juros do crediário?

Separe duas coisas: o juro do parcelamento, que você define, e os encargos de atraso, que a lei limita. Uma loja de varejo não é instituição financeira, então segue os tetos do Código de Defesa do Consumidor e do Código Civil quando o cliente atrasa:

No Meu Caderninho Digital esses valores são configuráveis, com uns dias de folga antes de começar a contar o atraso. A recomendação é manter o juro dentro do que a lei permite: cobrança acima do teto pode ser questionada e revista, virando dor de cabeça em vez de recebimento.

Quando o fiado vira prejuízo?

O fiado vira prejuízo quando a dívida passa do ponto de recuperação — e ignorar isso contamina o caixa. Fiado anotado na confiança, sem cadastro nem documento, é o mais difícil de recuperar. O crediário com nota promissória assinada tem recuperação real, inclusive protesto em cartório, mas dentro do prazo legal. Quando o custo e o tempo de cobrar passam a valer mais do que a dívida, o certo é baixar como perda, aprender com o caso e ajustar o limite daquele cliente — não deixar o rombo escondido no caderno.

Perguntas frequentes

O que é crediário próprio?

É a venda parcelada financiada pela própria loja, sem banco nem financeira. A loja cadastra o cliente, define as parcelas, entrega o carnê e recebe direto — assumindo o risco e o lucro do parcelamento.

Crediário próprio é o mesmo que fiado?

Não. Fiado é confiar na palavra, sem cadastro nem documento. Crediário é venda parcelada com cliente cadastrado, parcelas definidas, carnê e, quando possível, nota promissória assinada.

Precisa de banco ou maquininha para ter crediário próprio?

Não. O crediário é da própria loja: você financia, define as parcelas e recebe direto, sem depender de banco, cartão ou aparelho.

Qual o limite de juros que uma loja pode cobrar?

Em caso de atraso, a multa é de no máximo 2% da parcela e os juros de mora, no máximo 1% ao mês. Loja não é banco, então segue esses tetos do CDC e do Código Civil.

➡️ Continue: Nota promissória e valor legal · Régua de cobrança e inadimplência

Sobre o Meu Caderninho Digital

Este guia é publicado pelo Meu Caderninho Digital, um sistema de crediário próprio para lojistas: consulta o CPF antes da venda, monta e imprime o carnê e a nota promissória, e controla quem deve. Tem plano grátis para testar; o Enterprise, com tudo liberado, sai por R$ 179,90/mês com 2 meses grátis. Sem contrato.

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